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As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) finalizaram o pregão desta segunda-feira (23) com ligeiras altas, próximas da estabilidade. As principais posições da commodity exibiram ganhos entre 1,75 e 2,00 pontos no fechamento da sessão. O novembro/17 era cotado a US$ 9,80 por bushel, enquanto o janeiro/18 trabalhava a US$ 9,91 por bushel.

As agências internacionais destacam que o mercado esboçou uma tímida reação após recuar mais de 2% na semana anterior. “Os investidores se mostraram mais confortáveis em recompor as carteiras”, informou a Granoeste Corretora de Cereais. E, diante dos fundamentos já conhecidos, as atenções dos participantes do mercado permanecem atentos à colheita nos EUA e também ao plantio do grão no Brasil.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza as informações sobre a safra norte-americana. A expectativa do mercado é que o órgão indique um avanço nos trabalhos nos campos, que devem chegar a 65%. Na semana anterior, cerca de 49% da área estava colhida. Ainda assim, a média dos últimos anos é de 60%.

E conforme dados do site Agriculture.com, "os rendimentos foram declaradamente fortes em vários estados, incluindo Iowa, o maior produtor de milho e soja. Isso manteve uma tampa sobre os preços".

"Estamos no meio da colheita e não incentivo para os fundos cobrirem as posições deixando o mercado vulnerável a mais vendas", disse Tomm Pfitzenmaier, presidente da Summit Commodity Brokerage em Des Moines.

Paralelamente, o andamento da safra no Brasil também permanece no radar dos investidores. "As regiões mais secas obtiveram chuvas durante o final de semana", disse Tobin Gorey, diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank of Australia, em entrevista à Reuters internacional.

As consultorias privadas estimam que até a última semana cerca de 20% da área já havia sido plantada no Brasil. A média para o mesmo período do ano passado é de 29%. Em Goiás, por exemplo, os trabalhos nos campos permanecem atrasados e, até o momento, em torno de 5% da área foi cultivada, conforme levantamento da Aprosoja GO.

Já em Mato Grosso, o maior estado produtor de soja no país, a semeadura chegou a 25%, segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). No mesmo período do ano passado, o índice estava em 42,27%.

Demanda

Ainda nesta segunda-feira, o USDA reportou seu boletim semanal de embarques de grãos norte-americanos. Até a semana encerrada no dia 19 de outubro, os embarques de soja somaram 2.562,4 milhões de toneladas. O volume ficou acima das expectativas dos participantes do mercado, entre 1,2 milhão a 1,88 milhão de toneladas.

O número também está acima do indicado na semana anterior, de 1.785,9 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, os americanos já embarcaram 9.812,5 milhões de toneladas de soja. Em igual período do ano anterior, o volume estava em 10.652,279 milhões de toneladas.

Mercado brasileiro

O início da semana foi de ligeiras movimentações aos preços da soja praticados no mercado doméstico. Segundo levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Iitiquira (MT), o valor subiu 1,31% e a saca fechou a segunda-feira a R$ 62,10.

Em Alto Garças (MT), o ganho foi de 1,29%, com a saca a R$ 63,00. No Paraná, nas praças de Ubiratã e Londrina, a valorização ficou em 0,81%, com a saca a R$ 62,50. No Porto de Rio Grande, o disponível subiu 1,82%, com a saca a R$ 72,80 e o futuro apresentou alta de 1,07%, com a saca a R$ 75,50.

Além da alta de Chicago, a valorização cambial também contribuiu para o cenário. A moeda encerrou o dia a R$ 3,2311 na venda, com alta de 1,29%. Conforme a Reuters, a cena política brasileira e a expectativa de aumento na taxa de juros nos EUA deram suporte ao câmbio.

Ainda no mercado doméstico, o Cepea reportou que "a firme demanda externa e chuvas irregulares no Brasil, que atrapalharam o semeio da safra 2017/18, retraíram produtores, que têm ofertado lotes a preços bem acima do que compradores estão dispostos a pagar".

 

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